terça-feira, 9 de junho de 2009

O SIGNIFICADO ESPIRITUAL DOS RELACIONAMENTOS (parte 4)


Somente quando você encontrar o amor, a vida, e outra alma com essa disposição, é que você poderá oferecer o maior dos presentes a seu bem-amado: seu verdadeiro eu. Somente quando duas pessoas se revelam uma à outra é que elas podem se purificar e ajudar uma a outra, preencher-se buscando mutuamente as profundezas da alma. Você será purificado ao colocar de lado seu orgulho e ao revelar-se a si mesmo como realmente é.

Todas as máscaras devem cair e não apenas as da superfície. Então o amor e a paixão continuarão vivos. Você não precisará buscar amor em outros lugares. Não precisará ter medo de perder esse amor. Esse medo só se justifica se você não quiser arriscar ao mesmo tempo a jornada da busca de si mesmo. É este o sentido do casamento verdadeiro e este é o único modo de ele ser a glória que se supõe que deva ser.

Mas pra isso é necessário uma certa maturidade emocional e espiritual. Na prática dificilmente as coisas acontecem assim. Ao chegar a um certo grau de familiaridade e de hábito, você pensa que conhece o outro. Nem sequer lhe passa pela cabeça que o outro não o conhece. Esta busca do outro e também a revelação que você consegue de si mesmo exige alerta constante. As pessoas caem na ilusão de já se conhecerem uma a outra completamente, esta é a armadilha. A alma precisa prosseguir, precisa descobrir e ser descoberta, de modo a dissolver a separatividade. Esta é uma tarefa para muitas vidas! Por medo da união e pela inércia, o casamento acaba se dissolvendo e a pessoa passa a alimentar uma nova ilusão de que com um novo parceiro tudo será diferente (especialmente se a paixão entrar em ação mais uma vez).

Se a maturidade existir, você escolherá o parceiro certo intuitivamente. Um parceiro que tenha a mesma maturidade e a prontidão para o início desta jornada. A escolha de um parceiro sem essa disposição acontece por causa do medo oculto que temos dessa aventura. Atraímos magneticamente pessoas e situações que correspondem a nossos desejos e temores subconscientes.

No geral, as pessoas estão muito distantes desse ideal de parceria, mas isso não muda a idéia. Enquanto isso, precisamos aprender a agir da melhor maneira possível. Mesmo que seja pra compreender porque você não consegue concretizar a felicidade que sua alma procura. Descobrir isso já é o bastante pra possibilitar nesta vida (ou em vidas futuras) a realização deste anseio.

O amor realmente não é a união de duas metades, é a união de dois inteiros. Sofremos por paixão, mas todo sofrimento é um aprendizado. As pessoas estão neste mundo pra aprender a amar. E amor não se cobra, amor se dá.

Muitas de nossas escolhas implicam nas escolhas dos outros, em invadir o que eles querem para suas próprias vidas. Por isso também é que não dá certo. A partir do momento em que suas escolhas não dependerem de os outros fazerem isso ou aquilo, serem isso ou aquilo, as coisas darão muito mais certo na vida, pois na verdade a sua vida depende só de você.

O que acontece é que as pessoas criam ligações dependentes, vinculam seu bem-estar ao livre-arbítrio do outro: "se fulano for assim, se fizer isso, se me quiser”... Deixe que o outro escolha o caminho dele, deixe que faça as opções dele, que ele seja como quiser ser. Não tente interferir nisso, não condicione sua felicidade às escolhas dos outros pois isso torna tudo mais difícil.

Não se pode dirigir a vida alheia, apenas a sua. Aprender a dar amor… e deixar que o universo cuide do resto. O amor nunca se esgota, ele se auto-perpetua. Quando mais amor se dá, mais amor se tem pra dar. E ele volta multiplicado. Se a solução para a verdadeira felicidade e o verdadeiro prazer é aprender a amar, é só na união com um parceiro ideal que cumprimos o nosso destino. É aí que começa a verdadeira aventura!

(Conclusão aqui)
(Fonte de pesquisa: O CAMINHO DA AUTO-TRANSFORMAÇÃO, de Eva Pierrakos - Ed. Cultrix)
Leia a parte 1 aqui
Leia a parte 2 aqui
Leia a parte 3 aqui

9 comentários:

Vivian disse...

...toda vez que buscarmos no outro
nossa satisfação pessoal,
fracassaremos na busca.
e isso se tornará uma constante
entre todos os mendigos de amor,
este sentimento que deve existir
como fonte interior para depois
saciar o outro...

bj

marcelo dalla disse...

Vivian, veja q sintonia: vc já começou neste comentário o assunto do próximo post! bjossss

António Rosa disse...

Continua excelente esta série. Tanta infelicidade no amor, quando deveria ser uma vivência natural. Contra mim falo.

Que desperdício, não é Marcelo?

Chá das Cinco disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
marcelo dalla disse...

Antonio querido, é sempre um aprendizado. Se vermos por esse lado, até mesmo o desperdício é aproveitado. Até rimou!!! rsrs abraço

Rafaela Andrade disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rafaela Andrade disse...

Hum... tudo isso é inspiração para o dia dos namorados?
Estou acompanhando a história!!!
Dizem que quando estivermos prontos para fazer algo faremos e que isso também vale para encontrar alguém...
Hoje lembrei de você, ganhei um colar de presente e parece uma mandala.
Bom feriadão! Beijos!

Shin Tau disse...

Pois é Marcelo,

aqui tocaste na mouche, acho que muitos dos "falhanços" se deve a isso. Há temos uma amiga de 50 anos contava-me que durante o seu casamento de 36 viveu para uma relação, para a criação de uma pessoa única e quando terminou, já nem se conhecia a ela própria. Como podemos deixar que isso aconteça, anular o nosso eu interior em prol de outra pessoa? Claro que devemos fazer ajustes, afinar a vibração para que tudo corra melhor, mas sem nunca deixar de ser fiel a si próprio.

Este texto é forte. Beijcoas

marcelo dalla disse...

Pois é Shin Tau, o relacionamento é trocar, compartilhar, revelar e não se anular. Mas tudo isso é realmente um aprendizado. Nunca é um desperdício. Bjo

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