Tô amando criar essa série e montar o álbum no Facebook. Divertidíssimo!
Durante a pandemia, minha fantasia de astronauta finalmente encontrou uma utilidade prática. Eu saía protegido, preparado para vírus, variantes e eventuais contatos imediatos.
Foi nessa época que dei carona ao ET de Varginha. Depois de fugir e passar alguns anos escondido, ele se refugiou nos arredores de Piranguinho, no sul de Minas. Disse que escolheu a região por segurança, mas descobri o verdadeiro motivo: ficou viciado no pé de moleque de lá.
Naquele fim de tarde, encontrei-o na estrada com uma sacola cheia. Subiu na garupa, pediu discrição e seguimos viagem. Até hoje não sei para onde ele foi. Só sei que levou pé de moleque suficiente para abastecer uma nave inteira.
Vejam vocês: eu nem procuro, nem combino nada. Mas, volta e meia, encontro com eles nas situações mais inesperadas. Adoro essas sincronicidades.
Essa foto foi tirada quando eu atravessava o cânion. Seguia tranquilo, olhando a paisagem, quando vi umas luzes acendendo ao longe. Em poucos segundos, a nave desceu, levantou poeira, abriu a portinhola e eles apareceram, muito carismáticos, sorridentes, como se já me conhecessem de outras viagens.
Vieram pedir informações. Queriam saber que planeta era esse, estavam perdidos no Sistema Solar. Disseram que vinham da vizinhança, mas tentavam chegar a Ganimedes, uma das luas de Júpiter. Segundo eles, existe por lá uma cidade secreta, com todos os tipos de entretenimento, diversões, música, cinema, dança, comidas impossíveis, festas em gravidade flutuante e espetáculos que mudam de forma conforme o estado de espírito da plateia.
Só havia um detalhe: essa cidade só aparece para quem consegue encontrá-la.
Achei a conversa tão boa que perguntei se eu podia ir junto. Eles se entreolharam, sorriram daquele jeito impossível de resistir e concordaram na hora.
Foi assim que entrei na nave. Até hoje estou lá, ainda não voltei.
Sonhei que participei de uma cerimônia xamânica no México. A noite estava limpa, estrelada, e um grupo de indígenas conduzia o ritual em volta do fogo com a naturalidade de quem conhece caminhos muito antigos. Eu observava tudo em silêncio, tentando entender o que estava acontecendo, até perceber que uma nave enorme pairava sobre nós, como se também acompanhasse a cerimônia.
Em algum momento, sem precisar de explicações, fiquei sabendo que os poderes das plantas mestras não surgiram apenas da Terra. Tinham sido trazidos por seres avançados, em tempos remotos, e confiados aos povos originários para que esse conhecimento fosse guardado com respeito, disciplina e consciência. Durante séculos, permaneceu protegido, transmitido de geração em geração, longe da pressa e da distração do mundo moderno.
No sonho, também compreendi que agora esse saber começa a se abrir mais amplamente. Não como moda, nem como consumo espiritual apressado, mas como parte de uma transição planetária. Uma ajuda para ampliar a consciência, curar excessos da mente e lembrar que a humanidade faz parte de algo muito maior do que imagina.
A nave continuava ali, imensa, luminosa, em absoluto silêncio. Ninguém parecia surpreso com sua presença. Pelo contrário: dava a impressão de que ela sempre esteve ali, acompanhando de longe, enquanto o conhecimento seguia vivo na Terra, guardado por aqueles que souberam honrá-lo.
Fui passear na Lua com um grupo de amigos e acabamos sem gasolina. Mercúrio estava retrógrado e, como sempre, ninguém fez a revisão da nave.
Por sorte, nosso pedido de socorro foi visto pela turma de Nibiru, que passava por ali e resolveu nos resgatar. Desde então, toda vez que alguém subestima Mercúrio retrógrado, eu apenas lembro desse episódio.
Esses foram mais encontros duvidosos de quinto grau, de primeira à quinta catergoria, da série "Eu e os Extraterrestres".
Mais encontros duvidosos da série "Eu e os Extraterrestres"




Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe seu comentário. Suas reflexões e sugestões são um grande estímulo para este trabalho. Agradeço!