Este é o terceiro post da série Eu e os Extraterrestres aqui no blog. Nos dois primeiros, reuni imagens e histórias que transitam entre humor, absurdo, memória, sonho, espiritualidade e ficção. Desde então, a série ganhou uma dimensão que eu não previa: no Facebook, as publicações vêm despertando grande interesse, acumulando centenas de curtidas e comentários e trazendo mais de 800 novos seguidores para a página.
Esse movimento me fez perceber que existe ali algo maior do que uma sequência de imagens isoladas. Aos poucos, começa a se formar um universo próprio, com personagens, situações e relatos de natureza duvidosa, alguns completamente absurdos, outros inspirados em experiências que talvez tenham acontecido exatamente como conto — ou talvez não. Ainda não sei em que formato tudo isso vai desembocar, mas a série certamente continuará.
Há alguns dias, publiquei no Facebook uma espécie de manifesto junto com a imagem acima para apresentar melhor o projeto e explicar o espírito da brincadeira. Reproduzo o texto abaixo:
Sempre gostei do assunto. Desde cedo imagino civilizações espalhadas pelo universo, já vi objetos voadores que não consegui identificar e gosto de brincar com essa fronteira entre memória, sonho, espiritualidade e ficção. Talvez eu mesmo seja uma alma vinda de outros planetas. Ou talvez seja apenas imaginação. As duas possibilidades me interessam.
As imagens são criadas com IA e as histórias são ficção. Ainda assim, há quem não leia, não perceba o humor e prefira julgar, debochar ou concluir que estou tentando enganar alguém. Imaginação costuma causar certo desconforto em quem só aceita o que já conhece. Educação, porém, continua sendo compreensível em qualquer planeta.
A série vai continuar (vejam o álbum). Quem entrar na brincadeira será bem-vindo. Quem não gostar pode apenas seguir viagem pelo espaço sideral.
(Mais um registro duvidoso da série Eu e os Extraterrestres)
Vejam vocês: eu nem procuro, nem combino nada. Mas, volta e meia, encontro com eles nas situações mais inesperadas. Adoro essas sincronicidades.
Sonhei que saía do corpo enquanto dormia e encontrei um ser azul, muito alto, luminoso e com a cabeça alongada. Ele me olhou com uma familiaridade desconcertante, como quem reencontra alguém depois de uma viagem longa demais.
Não me lembro exatamente do que conversamos. Só ficou a sensação de que eu também era de lá, mas havia decidido viver aqui. A experiência humana fazia parte da viagem: o corpo, os amores, as perdas, as descobertas e toda essa confusão terrestre.
O ser me tranquilizou. Disse que eu não estava perdido, apenas temporariamente esquecido do caminho. Antes de desaparecer, deixou um último esclarecimento:
“Você escolheu vir para a Terra, Marcelo. Só não se lembra porque ninguém lê os termos e condições antes de encarnar.”
Acordei sem saber se tinha feito uma viagem astral, recebido uma visita ou exagerado no jantar.
(Mais um registro duvidoso da série Eu e os Extraterrestres.)
Entre todas as imagens já publicadas até agora, esta foi a que mais me fez perceber que a série poderia se expandir. A repercussão foi muito acima do que eu esperava: mais de 2 mil curtidas no perfil pessoal, mais de 4 mil na página do Facebook e 354 comentários em apenas dez dias. Foi também a partir dela que surgiu a ideia de reunir os posts em um álbum e começar a enxergar esse material como um conjunto.
Essa foto foi tirada quando esse extraterrestre apareceu num sonho e me disse que Deus era o centro de mandalas infinitas, em todas as dimensões: pra cima, pro lado, pra dentro, pra fora, sem começo nem fim.
Disse também que a vida era feita de fractais, que tudo se repetia em escalas diferentes, do desenho das galáxias ao desenho das células, dos encontros aos desencontros, dos grandes portais aos pequenos atrasos do dia.
Antes de ir embora, encostou a cabeça na minha e deixou o recado principal: “leve a vida menos a sério, Marcelo. Até o infinito tem senso de humor.”
Mais encontros duvidosos da série "Eu e os Extraterrestres"





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