terça-feira, 30 de junho de 2026

Cenários em homenagem aos Orixás


Há cerca de 10, 15 anos, gostava de criar salas imaginárias com recortes no Photoshop. Pesquisava móveis, plantas, objetos, mesas, vasos, luminárias e texturas para montar ambientes simbólicos, sempre decorados com mandalas de minha autoria. Todas as imagens tem a presença da gatinha preta, que virou marca resgistrada. 

Em determinado momento resolvi fazer uma série em homenagem aos Orixás, buscando traduzir em cores, formas e atmosferas os climas que cada um deles evoca. Cada sala nasceu como uma pequena cena visual, entre arte, espiritualidade e imaginação.

Agora revisitei essas imagens com o apoio da inteligência artificial, lapidando luz, texturas, plantas, materiais e realismo, sempre preservando a composição original. Gostei do resultado! Aproveito também para reunir aqui links de pesquisas e textos que já publiquei no blog sobre esse universo simbólico.

Ogum

O cenário de Ogum nasceu como um portal: a porta aberta, o caminho à frente, o contraste entre azul profundo e vermelho intenso. Uma sala de passagem, força e direção. Para se aprofundar no simbolismo de Ogum, o post está aqui.

 Oxum

A sala de Oxum nasceu em tons de dourado, mel e amarelo, com flores, reflexos e uma atmosfera de delicadeza luminosa. A sala evoca beleza, acolhimento, fertilidade criativa e abundância, com a mandala como centro de irradiação. Escrevi sobre o simbolismo de Oxum neste post aqui.

Oxumaré

A sala de Oxumaré nasceu em torno do movimento das cores, das listras verticais e da mandala fractal ao centro, que amplia a sensação de fluxo e transformação. No canto, a imagem de Oxumaré reforça a presença simbólica do orixá, enquanto a sala reúne verde, vermelho, dourado e terra numa atmosfera de renovação e continuidade. Escrevi sobre o simbolismo de Oxumaré neste post aqui.

Iemanjá

A sala de Iemanjá nasceu em tons de azul e branco, entre janelas abertas para o mar, flores claras e uma atmosfera de serenidade. A mandala ao centro, a presença da imagem no aparador e a luz que atravessa a cena compõem uma sala de acolhimento, fluidez e contemplação. Escrevi sobre o simbolismo de Iemanjá neste post aqui.

Oxóssi

O cenário de Oxóssi nasceu como uma varanda aberta para o verde, cercada por plantas, árvores e luz filtrada pela copa. A mandala no centro da parede vegetal reforça a presença da mata, enquanto a cena evoca silêncio, observação, frescor e conexão com a natureza. Escrevi sobre o simbolismo de Oxóssi neste post aqui.

Iansã

A imagem de Iansã nasceu em vermelho intenso, com luz de fogo, flores vibrantes e uma atmosfera de movimento. O candelabro aceso, a mandala luminosa e a força das cores criam uma sala quente, viva e cheia de presença. Escrevi sobre o simbolismo de Iansã neste post aqui.

Xangô

A imagem de Xangô nasceu como um quintal de pedra, com muro, banco e mesa em materiais rústicos, cercados por vegetação. A mandala circular ocupa o centro da parede como ponto de força e equilíbrio, enquanto a cena evoca firmeza, presença, ancestralidade e sustentação. Escrevi sobre o simbolismo de Xangô neste post aqui.

Oxalá

A imagem de Oxalá nasceu como uma sala branca, luminosa e serena, marcada por transparência, suavidade e silêncio. A mandala clara, a harpa, as flores brancas e a presença da gatinha também branca criam uma atmosfera de paz, elevação e recolhimento. Escrevi sobre o simbolismo de Oxalá neste post aqui..

Obaluaiê

A sala de Obaluaiê nasceu em tons terrosos, com parede rústica, madeira, couro, palha e objetos que evocam ancestralidade. A mandala em vermelho, preto e branco ocupa o centro da sala como ponto de força, enquanto a cena traz uma atmosfera de recolhimento, cura, proteção e profundidade. Escrevi sobre o simbolismo de Obaluaiê/Omulu neste post aqui.

Nanã

A sala de Nanã nasceu em tons de lilás e roxo e água e um pequeno lago ao fundo com flores de lótus. O sapinho que esguicha água, a mandala ao centro e a presença da gatinha no canto inferior esquerdo criam uma atmosfera de silêncio, memória, ancestralidade e recolhimento. Escrevi sobre o simbolismo de Nanã neste post aqui.

Gostou? Para quem quiser compreender melhor esse universo, deixo também um texto introdutório sobre o tema: O que são os Orixás.

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