Em nosso caminho de autoconhecimento, há uma parte de nós que insiste em manter viva a dor — mesmo quando já não faz mais sentido. Eckhart Tolle chamou essa parte de “corpo de dor”, uma estrutura psíquica que se alimenta de emoções negativas e pensamentos repetitivos. Todos carregamos esse corpo de dor em algum grau — e quanto mais inconscientes estivermos, mais ele nos domina.
O Corpo de Dor e a Mente que Nos Possui
Comentário:
Esse trecho expõe uma das maiores armadilhas da consciência moderna: acreditarmos que somos nossos pensamentos. Tolle nos convida a perceber que boa parte do conteúdo mental que carregamos nem é nosso — é repetição inconsciente, herança ancestral, formas-pensamento coletivas que atuam como ruído de fundo.
Comentário:
Tolle descreve aqui, com clareza cirúrgica, aquilo que tantas tradições espirituais já sabiam há milênios: as emoções mal digeridas adoecem o corpo e poluem o campo energético. Esse "corpo de dor" não é apenas um conceito psicológico — ele é um aglomerado vibracional real, que habita a aura e influencia nossas reações, escolhas e relacionamentos.
O corpo de dor e sua fome por pensamentos negativos
“O ‘corpo de dor’ não consegue digerir um pensamento feliz. Ele só tem capacidade para consumir os pensamentos negativos porque apenas esses são compatíveis com seu próprio campo de energia. Não é que sejamos incapazes de deter o turbilhão de pensamentos negativos — o mais provável é que nos falte vontade de interromper seu curso.
Isso acontece porque, nesse ponto, o ‘corpo de dor’ está vivendo por nosso intermédio, fingindo ser nós. E, para ele, a dor é prazer. Ele devora ansiosamente todos os pensamentos negativos.
Nos relacionamentos íntimos, os ‘corpos de dor’ costumam ser espertos o bastante para permanecer discretos até que as duas pessoas comecem a viver juntas e, de preferência, assinem um contrato comprometendo-se a ficar unidas pelo resto da vida. Nós não nos casamos apenas com uma mulher ou com um homem, também nos casamos com o ‘corpo de dor’ dessa pessoa.
Pode ser um verdadeiro choque quando — talvez não muito tempo depois de começarmos a viver sob o mesmo teto ou após a lua-de-mel — vemos que nosso parceiro ou nossa parceira está exibindo uma personalidade totalmente diferente. Sua voz se torna mais áspera ou aguda quando nos acusa, nos culpa ou grita conosco, em geral por uma questão de menor importância.” — Eckhart Tolle
Comentário:
Esse trecho revela algo muito real: o corpo de dor se alimenta da dor — e mais do que isso, cria situações para manter esse ciclo vivo. Pensamentos felizes, curativos ou expansivos simplesmente não vibram na mesma frequência, e por isso são rejeitados. Em muitos casos, não é que a pessoa "não consiga mudar", mas sim que uma parte dela — inconsciente e viciante — não quer.
Nos relacionamentos íntimos, essa dinâmica se intensifica. É justamente na convivência que os gatilhos emocionais mais profundos vêm à tona. Por isso, tantas pessoas se assustam com as mudanças de comportamento que ocorrem após o casamento, após a união formal ou o início da convivência. Não é que a pessoa se tornou “outra”, mas o corpo de dor dela ganhou espaço, liberdade e cenário para se expressar. Como Tolle diz, não nos unimos apenas à pessoa — nos unimos também ao seu corpo de dor.
Libertação: reconhecer, desidentificar, transmutar
“A essa altura, podemos nos perguntar se essa é a verdadeira face daquela pessoa — a que nunca tínhamos visto antes — e se cometemos um grande erro quando a escolhemos como companheira. Na realidade, essa não é sua face genuína, apenas o ‘corpo de dor’ que assumiu temporariamente o controle. Seria difícil encontrar um parceiro ou uma parceira que não carregasse um ‘corpo de dor’; no entanto, seria sensato escolher alguém que não tivesse um ‘corpo de dor’ tão denso.
O começo da nossa libertação do ‘corpo de dor’ está primeiramente na compreensão de que o temos. É nossa presença consciente que rompe a identificação com o ‘corpo de dor’. Quando não nos identificamos mais com ele, o ‘corpo de dor’ torna-se incapaz de controlar nossos pensamentos e, assim, não consegue se renovar, pois deixa de se alimentar deles.
Na maioria dos casos, ele não se dissipa imediatamente. No entanto, assim que desfazemos sua ligação com nosso pensamento, ele começa a perder energia. A energia que estava presa no ‘corpo de dor’ muda sua frequência vibracional e é convertida em ‘presença’.” — Eckhart Tolle
Comentário:
Esse é o ponto de virada: o momento em que nos reconhecemos além da dor, além do padrão, além da repetição. É aí que começa a transmutação — não mágica, mas vibracional. O corpo de dor se alimenta da nossa identificação inconsciente com ele. Quando passamos a observá-lo com lucidez, ele perde força.
Na prática, isso significa desenvolver presença. Meditação, silêncio, respiração consciente, auto-observação, escrita terapêutica, florais, rituais de reconexão com a alma... tudo o que favorece o estado de presença contribui para a dissolução do corpo de dor. Ele não desaparece de um dia para o outro, mas deixa de nos possuir.
O que podemos fazer
Observar o corpo de dor com honestidade e sem julgamento é o que nos permite romper a identificação inconsciente com ele. Quando reconhecemos esse padrão agindo — especialmente em momentos de dor, constrangimento ou reatividade — já começamos a enfraquecer sua influência.
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Fiquei admirada de não ver nenhum comentário para um texto tão excepcional meu querido Marcelo!
ResponderExcluirAmei....
Beijos
Astrid Annabelle
Maravilhoso texto amei ler!
ResponderExcluirGrata por postar!
Abraço
Gratissimo, Astrid e Eliana!!!!
ResponderExcluirEste texto é mesmo esclarecedor!
As pessoas não comentam mais por aqui. Só no Facebook (já me acostumei com isso). Salvo amigos gentis e generosos como vcs!!!
grande bjo
Li o o livro há alguns anos e achei fantástico! Magnifico post! A propósito, já reparei que ninguém vai directamente aos blogs comentar. Parece que os blogs estão em vias de extinção.
ResponderExcluirbeijos
Magda
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