Trago hoje um trecho marcante do livro Terapia de Vidas Passadas, de Judy Hall (Ed. Avatar). Não trabalho com regressão, mas conheço profissionais sérios que atuam nessa área, e acredito que algumas histórias podem nos ajudar a compreender melhor as conexões entre carma, corpo e consciência.
O objetivo desta postagem não é explicar o método da regressão, nem indicar terapeutas. Mas sim ilustrar como certas doenças e padrões de sofrimento podem estar ligados a memórias da alma, impressões profundas que atravessam o tempo e afetam a vida atual.
Neste caso, uma senhora que sofria de asma desde a juventude acessa, em regressão, um episódio marcante de uma vida passada que envolvia culpa, medo e uma morte sufocante. O que acontece a seguir é um processo profundo de compaixão, liberação e cura — que ecoa o princípio básico da Astrologia Kármica: quando a alma compreende, o corpo responde.
Vamos ao trecho:
“As causas de vidas passadas para doença da vida atual às vezes são impressionantes. Uma senhora de idade sofrera de asma durante toda a vida. Quando chegou para a regressão, trouxe não apenas seu inalador, mas também um amigo perito em técnicas de ressuscitação que a revivera em mais de uma ocasião. Durante nossa experiência, contudo, nenhum dos dois foram necessários.Ela foi conduzida de volta no tempo até se encontrar na Idade Média no papel de uma espécie de intermediário que recebia os relatos de espiões e informantes e passava adiante aos caçadores de bruxas. Era algo em que ela se envolvera de modo que não podia mais se livrar. Ela descreveu a si mesma como homem solitário e insignificante, que se sentia sufocado pelo que fazia mas não encontrava um modo de escapar. Se tentasse sair ou proteger as pessoas, seria mandado a julgamento pelos seus empregadores, que concluiriam que fora enfeitiçado. Ele quis se suicidar, mas esse era um pecado mortal e ele temia as conseqüências do gesto.
Finalmente, a carga tornou-se grande demais para suportar. Ele montou num cavalo e fugiu sem se preocupar com o que pudesse acontecer. Foi seguido e ferido por uma espada, que fez com que caísse do cavalo. O cavalo então rolou sobre ele, esmagando seu peito. Ele morreu literalmente incapaz de respirar e sufocando até a morte de uma maneira angustiante, que lembrava um ataque de asma.
Ao reviver a situação, a senhora idosa experimentou os sintomas com realismo. Ela engasgou e se esforçou para respirar, produzindo os mais horríveis gemidos. No entanto, como estava revivendo aquela vida e permanecia consciente das ligações com o presente, ela me garantia de tempos em tempos que tudo estava bem com ela. Aquele não era um ataque de asma. Sabendo que ela precisava passar por aquilo, eu a encorajei a permanecer com ele enquanto passava pela morte e ia para o estado entre vidas. Lá, o trauma desapareceu. A respiração se acalmou, quase a ponto de ficar imperceptível. Nós eliminamos os resíduos daquela vida para curar o presente.
Quando ela retornou da regressão, estava compadecida de si mesma por ter sido o que fora, dizendo que não tivera escolha. (...) Reconheceu que sua asma era o resultado direto tanto da sensação de sufocação e culpa que sentia então quanto da sensação física de sua morte. Aquilo ficara marcado de tal modo que se refletira no corpo atual, que continuou “sufocando até a morte”. Sua compaixão e o perdão a si mesma curaram a causa original. Depois da regressão, seus ataques de asma terminaram”.
- Judy Hall
Trabalho com a abordagem da Astrologia Cármica. Ao realizar leituras de mapas astrais, levo em conta a jornada da alma, os padrões que se repetem, os vínculos ancestrais e os aprendizados que cada pessoa traz de outras existências.
Embora eu não atue com regressão, já acompanhei muitos clientes que fizeram esse tipo de terapia — e é sempre impressionante ver como as vivências relatadas confirmam, com detalhes, o que o mapa já sinalizava. A alma sabe. E quando há escuta, cura e compreensão, o caminho se abre.
Se esse tema ressoou com você, talvez a leitura do seu mapa também possa revelar caminhos profundos de entendimento e cura. Saiba mais sobre as minhas consulktas astrológicas aqui.
Realmente, todos carregamos nesta vida traumas do passado, ou seria mais certo dizer, dos passados mais remotos?
ResponderExcluirAmei o post, faz anos que li este livro mas não me recordo de muita coisa.
bjs. tts.
Marcelo,
ResponderExcluirExcelente livro, muito oportuno.
Abraço.
Sensacional! Pra variar fiquei aqui refletindo, pois tenho bronquite alérgica e asmática e já tive grandes ataques de asma inclusive parando em Hospital pra fazer nebulização, mas faz muito tempo que elas não aparecem mais, só que agora peguei uma gripe muito forte e a bronquite tá aqui querendo se manifetar com uma falta de ar muito chata e aí achei engraçado a "coincidência" de ler um post justamente sobre isso...
ResponderExcluirBeijo, beijo!
She
É, amigo. É o perispírito que preside á formação do ser, funcionando como molde, a ordenar as substâncias que vão constituir o corpo físico. É nele que se gravam, como num videoteipe, as nossas experiências, com suas imagens, sons e emoções. Isto se demonstra no processo de regressão da memória, no qual vamos descobrir, com todo o seu impacto, cenas e emoções que pareciam diluídas pelos milênios. Grande texto. Grande abraço.
ResponderExcluirALê: é verdade! O objetivbo é curá-los e assim obter um grande aprendizado.
ResponderExcluirAntônio: grato querido. É o que venho estudando agora.
She: Que boa sintonia!!! O mundo que nos cerca é oracular...
Maria José: Excelente explicação!!!
Grato pelo carinho de todos!
O processo da captação, foi introduzido na clínica médica pelo Dr. Eliezer Cerqueira Mendes,meu ex. sogro (namorava o filho dele, em 1991), fiquei uns 4 anos com ele, e nesse tempo viva na casa do Eliezer.Participava de maratona de psicontrase e muitas vezes, fazia captaçao junto com outras sensitivas nas sessoes de psicotranse...Vi cada coisa amigo...Uma loucura!!!
ResponderExcluirA TPV, foi o tema principal de vários do Eliezer..se vc quiser dá uma olhada nesse site http://www.cepal.com.br/temas/capta.htm
beijossss amigo...muita luz!
Olá, Marcello! Eu acredito piamente nisso.
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