sexta-feira, 4 de maio de 2018

AS GRANDES ERAS DA HUMANIDADE


Por duas vezes no ano (uma na primavera e outra no outono), o dia e a noite tem períodos iguais. Nesse momento, o Sol está num ponto da eclíptica em que o ângulo com o equador celeste é de 23,5 graus. Ambos os planos se cruzam num ponto e dão origem aos fenômenos chamados “equinócio de outono” - 0 graus de Áries) e “equinócio de primavera” – 0 graus de Libra (para nós do hemisfério sul).

Duas vezes por ano também, o Sol cruza o plano do equador terrestre. Esses dois pontos movimentam-se na eclíptica, lentamente, de encontro ao Sol. Para esse ponto dar uma volta completa no zodíaco, leva 25,920 anos. Esse movimento é chamado de “precessão dos equinócios”, que já era conhecido desde a antiguidade.

Se dividirmos 25,920 por 12 (30 graus para cada signo zodiacal), temos um período de 2.160 anos em que esse ponto permanece no mesmo signo. A cada 72 anos, esse ponto se desloca em um grau. Esses períodos de 2.160 podem ser vistos como um grande relógio que divide a história da humanidade em grandes eras. Rudolf Steiner (fundador da Antroposofia), denomina esses períodos como “épocas culturais”.

A cada época, uma onda cultural atinge a humanidade. Uma nova mentalidade é entregue ao mundo. Os povos antigos sabiam que seus impulsos eram norteados por uma determinada região no céu e seus cultos religiosos eram dirigidos a essas energias originais.

A catástrofe atlântica ocorreu por volta de 10.000 A.C., no início da grande era de Leão e marcou um novo ciclo de épocas culturais: a era pós-atlântica.

Segundo as pesquisas de Steiner, a primeira dessas épocas culturais ocorreu na região que hoje conhecemos como Índia, é a antiga cultura hindu. Entre 8.000 e 6.000 a.C., o equinócio da primavera se encontrava em Câncer. Não temos resquícios da cultura que desabrochou nessa época, apenas lembranças que mais tarde foram transcritas sob a forma de cânticos – os VEDAS, que cantam a saudade do mundo espiritual.

Com o ponto do equinócio da primavera avançando para a constelação de Gêmeos, entre 6.000 e 4.000 a.C., um outro povo entra para a história: os persas. A cultura persa antiga também não deixou resquícios históricos, somente memórias dessa época: os cânticos do AVESTA.

Na terceira época cultural, o Sol avança com o equinócio da primavera pra a constelação de Touro. As culturas da Babilônia e do Egito entram em especial contato com as novas forças celestes. Entre 4.000 e 2.000 a.C. surge uma ligação mais profunda com a Terra, com o mundo sensorial e com a morte. O símbolo do Egito era o Sol com os chifres do Touro.

A cultura seguinte é a greco-romana, o “ponteiro” celeste estava em Áries. A cultura grega e a Israelita são marcadas pela imagem do Carneiro. Os gregos encarnam-se profundamente com seu ente espiritual em seu corpo, o que os auxilia muito na maravilhosa criação das esculturas. O povo israelita também desenvolveu as forças de Carneiro. Os líderes judaicos conduziam seu povo da mesma forma como suas ovelhas. A força divina inspiradora atuava sobre toda a tribo, mas gradativamente foi sendo perdida.

Com a vinda de Jesus Cristo, a força divina passou a atuar no nível individual. Iniciou-se o processo de “individuação”, como diz C.G. Jung. Em lugar do sacrifício, foi instituído o sacramento da comunhão, em que o pão e o vinho representam o Cristo sacrificando-se a si mesmo. Nas catacumbas, uma das representações do Cristo era o Peixe. É quando, apesar das forças de declínio físico da humanidade, novas forças espirituais devem desenvolver-se.


Estamos em plena transição. Na época seguinte vivenciaremos Aquário, quando o ser humano desenvolverá um novo membro supra-sensível: o “espírito vital”, ou “budhi”. Cristo continuará a ser a força propulsora do desenvolvimento, pois estará conosco até o fim dos tempos.

A cada momento, como vimos, a qualidade do movimento solar é diferente. Existem transições, modificações. Um constante contrabalançar do cosmo, metamorfoses que podem valer como reflexos para as comunidades terrestres e podem nos fazer entender melhor o que temos e podemos desenvolver dentro de nós, em nossa própria época.

(Este é um breve resumo do capítulo “O Zodíaco e as Diversas Eras Culturais”, parte do livro AS FORÇAS ZODIACAIS, de Gudrun BurkhardEd. Antroposófica.)

Leia mais: A GRANDE TRANSIÇÃO PARA A ERA DE AQUÁRIO
Sejamos felizes!

2 comentários:

Astrid Annabelle disse...

Gostei de ler. Muito interessante Marcelo. Vou pesquisar os links indicados....
Beijos agradecidos 😘❤

Maria de Lourdes Baeta disse...

Muito bom Marcelo!

Os livros e a sabedoria da Gudrun são maravilhosos! Beijos!!!

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